A importância do voto consciente

A importância do voto consciente

O grande dia das eleições 2014 se aproxima. Teremos o primeiro turno das eleições no dia 5 de outubro e o segundo turno no dia 26 de outubro de 2014. Serão eleitos presidente e vice-presidente da República, deputados federais, senadores, governadores e vice-governadores, deputados estaduais; o governador e vice-governador do Distrito Federal e os deputados do Distrito Federal. A grande festa da democracia brasileira!

Em vista de toda movimentação e euforia que este período naturalmente nos causa creio que o momento é perfeito para refletirmos sobre a importância do voto numa eleição, a importância do ato de se indicar alguém a um cargo público.

Por vezes nos esquecemos de quão dura foi batalha para alçarmos este direito tão fundamental na construção de uma sociedade justa, moderna e dinâmica. É triste ver que para muitas pessoas o voto se tornou algo tão natural e irrelevante e porque não dizer uma obrigação ou um peso.

Nos esquecemos do longo caminho trilhado para que chegássemos até aqui, nos esquecemos que pessoas dedicaram a vida — muitas até morreram —, lutando por ideais, lutando por um futuro melhor que muitos deles não teriam a oportunidade de ver.

Não podemos negar a existência dos “desacreditados esperançosos”, pessoas saturadas pelo nojo à política e pelas inúmeras instituições que movem toda a máquina administrativa de um país; a esses deixo a frase ex-governador de Pernambuco, presidente do Partido Socialista Brasileiro (PSB) e ex-candidato à Presidência da República — recentemente falecido — Eduardo Campos: “Não vamos desistir do Brasil”.

Apesar do cansaço e desânimo causado por anos de problemas e corrupção a política e as instituições ainda são os mecanismos que nos permitem o acesso a direitos, liberdade, e cidadania, sem que precisemos trilhar a sofrida via do conflito armado, do terrorismo, da quebra da convivência democrática.

Infelizmente grande parte de nossa população não se encontra no grupo dos “desacreditados esperançosos” e nem dos “otimistas”. É triste observar que quase em sua absoluta maioria a população simplesmente não se importa, assusta ver o descaso que grande parte da população tem para com a indicação de pessoas despreparadas para assumirem cargos públicos. Pouca gente se importa em saber da real origem e formação dos candidatos em que votarão — deputados, vereadores, prefeitos. Quem são eles? De onde vieram? O que já fizeram? Quanto estudaram?

De modo mais trágico temos ainda os que votam conscientes em pessoas despreparadas e de índole duvidosa, vendendo seu voto por interesses variados. Quando um eleitor está vendendo seu voto, está na verdade traindo um dos valores mais precisos de sua pátria e ao mesmo tempo assinando um contrato de servidão cujo o preço será um governo sem compromisso com a causa do povo e uma administração pública corrupta e ineficiente.

Abrir mão do voto é abrir mais espaço à corrupção e desdenhar da democracia como meio legítimo e pacífico de conquistas sociais. Nosso papel é incentivar o candidato de nossa escolha, conhecer seus atos, ideias, trajetória de vida e sobretudo valorizar a ética como requisito fundamental à alguém que se candidata a assumir um cargo público.

Vivemos em um tempo que o acesso à informação foi democratizado de uma forma nunca antes vista, graças a essa democratização temos acesso a um número muito grande de ferramentas que nos auxiliam a estar mais conscientes sobre a decisão que tomaremos no dia das eleições. Recomendo uma visita ao site “Eleições 2014” — www.eleicoes2014.com.br —, este site não realiza nenhum tipo de propaganda eleitoral, disponibiliza apenas com o caráter informativo, dados sobre candidatos a presidente, governador, senador, deputado federal e deputado estadual (ou distrital) nas Eleições Gerais de 2014. Uma ferramenta muito útil!

No anos de 1983 e 1984 vimos um dos mais bonitos, decisivos e importantes movimentos populares já realizados nesse pais; as “Diretas Já!”. Vimos milhões de pessoas indo as ruas clamar por eleições diretas, clamar pelo direito de ter voz e decidir o futuro do país de forma completamente democrática e livre. Que aquele espírito bonito e decisivo que pairou sobre os brasileiros nos anos de 1983 e 1984 esteja presente no coração de cada um nos dias 5 de outubro e 26 de outubro de 2014.